Podemos definir a hipnose como um estado de atenção altamente focada, no qual há gradualmente um “desligar” de estímulos distratores externos e um afrouxamento do juízo crítico, ampliando a capacidade de discernimento e aumentando a permeabilidade à sugestão.

O estado hipnótico pode ocorrer de forma espontânea (no dia-a-dia, em momentos de grande absorção numa tarefa, numa ideia, numa fantasia, num estímulo físico, etc.), induzida (sob sugestão de outro) ou autoinduzida (administrada pelo próprio).

Para o procedimento hipnótico podem ser utilizadas várias técnicas, a fim de conduzir a pessoa ao estado hipnótico (transe hipnótico). Deste modo, a pessoa é orientada no sentido de perceber a causa dos seus problemas, observá-los sob diferentes perspetivas e, redescobrindo os seus recursos internos, encontrar as suas próprias soluções.

A hipnose, para além de poder ser utilizada como coadjuvante no tratamento de algumas enfermidades ou preocupações médicas e psicológicas, é também, na ausência de patologia, uma excelente ferramenta para potencializar o autoconhecimento, tendo em vista a promoção da saúde e do bem-estar físico, mental, emocional, social e espiritual.